• Investimento Imobiliário
  • 12 de Março de 2026

Três tendências no mercado da habitação (2026)

Quarteirão residencial português com edifícios reabilitados e construção nova ao entardecer — tendências do mercado da habitação
Mercado3 min de leituraActualizado em junho de 2026

O mercado da habitação português entrou em 2026 com os preços a acelerar e a oferta nova a não acompanhar a procura. Três tendências de fundo organizam hoje onde e como se investe — e todas têm dados a sustentá-las.

Em 2025, os preços da habitação subiram 17,6% — a maior aceleração da década — com as casas existentes (+18,9%) a valorizar mais do que as novas (+14,2%) e 169 mil transações num total de 41,2 mil milhões de euros.

Fonte: INE — Índice de Preços da Habitação 2025 (via Observador)

01
O EXISTENTE VALORIZA MAIS DO QUE O NOVO
escassez de oferta nova → a oportunidade desloca-se para reconversão e reabilitação

02
O ESTADO ENTROU NO LADO DA OFERTA
IVA 6%, CIA, Lei dos Solos e licenciamento mais rápido — alinhamento fiscal inédito

03
A PROCURA DESLOCA-SE
coroas metropolitanas e cidades médias; eficiência energética com prémio visível

Três movimentos de fundo — e todos com dados a sustentá-los.

1. A escassez valoriza o produto existente

Quando o usado valoriza mais do que o novo, o mercado está a indicar que não há oferta nova suficiente onde a procura se concentra. Para quem investe, isto desloca o foco para a reconversão e reabilitação — recuperar edificado obsoleto bem localizado e devolvê-lo ao mercado como produto actual. As ARU mantêm vantagens fiscais e o quadro legal protege cada vez mais o existente.

2. O Estado entrou no lado da oferta

2026 trouxe um pacote inédito de instrumentos para criar oferta: IVA a 6% na construção a preços moderados, os novos Contratos de Investimento para Arrendamento, a Lei dos Solos para reclassificação com fins habitacionais e licenciamento mais rápido. Quem desenhar produto para estes regimes — habitação de valor moderado, arrendamento — tem hoje um alinhamento fiscal e administrativo que não existia há dois anos.

3. A procura desloca-se — e o produto tem de a seguir

Com os grandes centros em máximos, a procura desliza para coroas metropolitanas e cidades médias com conectividade — e para tipologias que o parque actual não oferece: eficiência energética real, espaços de trabalho em casa, áreas exteriores. O prémio de preço das casas energeticamente eficientes é cada vez mais visível nas avaliações bancárias e na velocidade de venda.

“Num mercado a 17% ao ano, o risco não é pagar caro — é comprar o produto errado. As tendências dizem onde olhar; a viabilidade diz se é verdade naquele terreno.”

Tiago R. Correia

Arquitecto

Para passar da tendência ao projecto, o ponto de partida é a análise de viabilidade do activo concreto.

Perguntas frequentes

Os preços vão continuar a subir?

Não fazemos futurologia: trabalhamos com cenários. O que os dados mostram é escassez estrutural de oferta nova — e os instrumentos de 2026 a tentar corrigi-la pelo lado da construção.

Onde está a melhor oportunidade em 2026?

Na interseção das três tendências: reabilitar bem localizado, dentro dos regimes fiscais novos, com produto desenhado para a procura real da zona.

Isto aplica-se a quem quer construir casa própria?

Sim — sobretudo o IVA a 6% e o licenciamento mais rápido. Veja quanto custa construir em 2026.

Aplicar estas tendências a um activo concreto

Analisamos o seu terreno ou edifício à luz do quadro de 2026 — fiscalidade, licenciamento e produto — e devolvemos uma leitura fundamentada.

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